Alunos do 5º Período do Curso de Letras Da Faculdade São MIguel

Alunos do 5º Período do Curso de Letras Da Faculdade São MIguel

sábado, 16 de junho de 2012

RESUMO: A SEMÂNTICA



            Os manuais contemporâneos definem a semântica com unanimidade quando se refere ao sentido. Mas seu consenso só vai até aí, pois o campo de investigação da semântica se apresenta de modo diverso como mostram as três definições a seguir: 1. “A semântica é o estudo do sentido” (J. Lyons), 2.“A semântica é o estudo do sentido das palavras” (P. Guiraud) e 3. “A semântica é o estudo do sentido das palavras, das frases e dos enunciados” (P. Lerat). A história da semântica é tributária das grandes correntes teóricas, cada uma com suas peculiaridades que surgiram com intuito de estudar cientificamente a linguagem, dentre elas destacam-se: 1.Período evolucionista, a semântica Lexical Histórica Nos finais do século XIX, os estudos semânticos eram dominados pela tendência geral da linguística histórica de inspiração darwinista, em que se tomava como objeto de estudo a mudança de significado da palavra, segundo uma perspectiva diacrônica, ou seja, a descrição de uma língua ao longo da história com as mudanças que sofreu. Este período teve como principal representante Michel Bréal. 2. Período Estrutural, a semântica Lexical Sincrônica – Nesse período houve rivalidade entre a abordagem evolucionista com a nova abordagem sincrônica que procurava entender a estrutura da linguagem como um sistema em funcionamento em um dado ponto do tempo. A linguagem estrutural européia lança raízes na dicotomia entre a língua e a fala. Essa virada concebe as palavras não mais como simples denominações, cujo sentido é tributário de conceitos preexistentes, mas como elementos de um sistema de relações lexicais, de onde eles extraem sua significação diferencial. O novo modelo suplantou a concepção evolucionista, mas sem invalidá-la. 3. Período das Gramáticas Formais, a Semântica Frástica - A semântica gerativa situa-se entre 1963 e 1965. Nesse período o campo da semântica foi transferido do léxico para as frases, tendo por principal centro de interesse as relações entre as estruturas sintáticas e semânticas das frases. O gerativismo desenvolveu uma linguagem formal baseada em modelos lógicos - matemáticos que inaugura uma ciência linguística rigorosa, que determina como tarefa própria a construção das gramáticas formais das línguas conhecidas. A busca de um modelo de competência reacende o interesse dos linguístas pelos mecanismos cognitivos dos quais dependem o aprendizado das línguas e o funcionamento da linguagem humana. Desse modo, é que se inicia uma aproximação entre linguístas, psicólogos e biólogos, que abre caminho ao futuro campo interdisciplinar das ciências cognitivas. 4. Período das Ciências da Cognição, a Semântica Cognitiva – Que ficou em evidência nos finais da década de 70 e apresentou uma alternativa à concepção artificial idealizada da língua como concebe a gramática gerativa. A semântica cognitiva procura descrever a funcionalidade da língua no processo comunicativo em paralelo a uma representação de mundo em movimento, voltando atenção especificamente ao dinamismo mental no processo de construção do pensamento. Com isso, a semântica cognitiva encontra apoio nas orientações de outras ciências, como a psicologia e a psicolinguística.

 POSTADO  POR CHERLA PATRÍCIA DA SILVA


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